Arquivo de fevereiro de 2010
Cão é homenageado com medalha pelo trabalho na guerra do Afeganistão
“É muito importante. Nós somos parte do elemento de busca. Não somos a última resposta , mas somos uma ajuda na busca”, afirmou o sargento Dave Heyhoe, encarregado por Troe ao longo de 5 anos. Treo era um dos 25 cachorros a serviço do Exército britânico no Afeganistão.
Em setembro de 2008, Treo encontrou duas cadeias de bombas escondidas feitas de diversos explosivos conectados. Segundo o sargento Heyhoe, o trabalho de detetive do cão salvou a vida de muitos soldados.
“Todo mundo diz que ele é somente um cão que faz serviço militar. Sim, ele é, mas ele também é um grande amigo meu. Nós cuidamos um do outro”, disse o militar.
Hoje, Treo vive como cachorro de estimação de uma família.
Via BBC
Mantenha seu cão hidratado
Beber água é a recomendação de qualquer médico e a regra não foge aos caninos.
Os cães perdem água diariamente nas fezes, urina, ofegando e até suando pelos coxins (são as almofadas da pata e é a única parte da pele que tem glândulas sudoríferas). Isso faz com que os cães necessitem desse líquido tanto quanto o homem e podem sofrer de desidratação e danos irreversíveis se passarem mais de 48 horas sem água.
Comidas como os enlatados são compostos por 75% de líquido, mas não oferecem água suficiente. O cão deve sempre ter disponível um pote de água limpa. Como foi dito em entrevista pela médica veterinária Susana Tavares, a água deve ficar à vontade e o potinho deve ser lavado com frequência para evitar fungos, mofos e outras impurezas.
Veja uma tabela do consumo médio de água por um cão dependendo de seu peso:

Tabela retirada do livro Cachorro - Manual do Proprietário, Dr. David Brunner e Sam Stall
Mas fique atento! O consumo excessivo de água pode ser sinal de problemas de saúde, inclusive insuficiência renal e disfunções hepáticas. Consulte o veterinário se o cão estiver tomando mais água que o normal.
Fontes: Guia Ilustrado Zahar – Cães, Dr. Bruce Fogle e Cachorro – Manual do Proprietário, Dr. David Brunner e Sam Stall
Animais de estimação exigem responsabilidade
Domingo passado, o Globo Comunidade do DF apresentou um programa sobre os animais. A reportagem enfatizou a responsabilidade que um animal de estimação requer e entrevistou a veterinária Renata Queiroz para falar dos cuidados que se devem ter com os bichos. Também apresentou a Suzane e a Zezé do grupo Salvando Vidas – Protetores Independentes (SVPI) de quem eu tanto falo aqui!
Muitos temas importantes foram abordados, uns mais aprofundados que outros. A reportagem foi dividida em 3 partes que você confere abaixo:
Caso não consiga visualizar os vídeos, clique aqui.
Via G1
Alérgico a cães? Veja a real causa
É comum pensar que a alergia nas pessoas está associada ao pelo do cachorro. Isso faz com que alguns desentendidos aconselhem raças específicas como o cão de crista chinês por achar que o problema será resolvido.
A verdade é que não existem raças que oferecem menos risco de alergia do que outras. Todos os cães, com ou sem pelo, têm a mesma proteína – chamada Can F1 – nas descamações da pele e na saliva. É essa proteína que desencadeia sintomas como olhos lacrimejantes, espirros e até dificuldade de respirar em pessoas suscetíveis.
Entre as raças, algumas produzem mais alergênicos do que outras, mas não existem cães hipoalergênicos (que provocam poucas reações alérgicas). O que pode acontecer é que cães de pelos longos acumulem uma quantidade maior de partículas cutâneas, de pólen ou de poeira.
Pessoas alérgicas podem ter uma reação menor se a pele do cachorro for limpa e lavada com frequência e que tenha o pelo tosado, pois isso reduz a proteína F1.
Curiosidade:
Todo animal de sangue quente, de estimação ou não, produz os flocos de pele morta que são a causa potencial das reações alérgicas. Os pássaros, por exemplo, são produtores notórios de alérgenos (ou alergêncios), graças à mistura de penas, flocos de pele morta e excrementos.
Fontes: Guia Ilustrado Zahar – Cães, Dr. Bruce Fogle e HowStuffWorks
Cão de 3 pernas vence concurso de talentos

Foto liberada pela ASPCA
O pitbull Prince, de 3 pernas, venceu um concurso de talentos realizado pela ASPCA (Sociedade Americana de Prevenção à Crueldade Animal), associação que tem o maior abrigo de animais dos EUA.
Prince, que perdeu uma perna após ser atropelado por um carro e teve que colocar pino em outra, competiu com 8 cachorros em um jogo de baseball e ganhou o prêmio “Best in Show”. O pitbull de quase 2 anos impressionou os jurados por conseguir pegar 3 bolas.
O vice-presidente da ASPCA disse que a deficiência de Prince não o desanimou. “Ele se comportou como um vencedor”, disse.
Prince e os 8 cães que participaram da competição estão disponíveis para adoção, assim como tantos outros na ASPCA, em Manhattan, EUA.
Via Yahoo News
Neurocientista estuda estrutura do cérebro dos cachorros
Em seu laboratório na Universidade de Princeton, Samuel Wang procura por informações básicas sobre como funcionam os cérebros dos seres humanos e dos cachorros. Wang, 42, professor associado na universidade, também dedica seu tempo a divulgar os avanços de sua especialidade, a neurociência.
Vou transcrever a parte a entrevista que fala dos cães.

P. O senhor está estudando a estrutura dos cérebros caninos. Como esse projeto surgiu?
R. Minha mulher e eu levamos nosso cachorro, um pug, para uma cirurgia de espinha. No consultório do veterinário, havia todas aquelas imagens de ressonância magnética disponíveis, centenas delas, e comecei a pensar que os cachorros não têm suas fichas médicas protegidas por cláusulas de confidencialidade.Foi como descobrir uma mina de ouro para dados. Nós contatamos muitos veterinários, em Long Island e Maryland, e pedimos que doassem imagens de ressonância magnética para criarmos um grande banco de dados. Estamos procurando por um elo entre o tamanho do cérebro de um cachorro e as características daquela raça específica. Os sheep dogs australianos e os poodles são capazes de realizar tarefas bastante complexas. Já o meu pug, embora seja muito fofo, não é lá tão inteligente.
Na verdade existe muita literatura científica sobre as características das diversas raças, seu temperamento e nível de inteligência. Por isso, comparamos as ressonâncias magnéticas aos estudos e estamos tentando identificar as correlações estruturais.
Trata-se de uma imensa oportunidade de estudar um relacionamento entre a estrutura do cérebro e o comportamento. Estamos tentando determinar se encontraremos um córtex maior – a parte do cérebro que cuida da solução de problemas e abriga a inteligência – nas raças que funcionam melhor na solução de problemas, ou se poderíamos encontrar uma amígdala maior, relacionada a respostas emocionais, em cães conhecidos como nervosos ou agressivos.
P. Existem implicações para os seres humanos, nisso?
R. Não está claro até o momento. Os cachorros são muito mais variáveis do que nós. Os cães podem variar por um fator de 60 em termos de massa corporal e por um fator de três em tamanho de cérebro. Essa espécie de variação não é algo que se encontre comumente entre os seres humanos. Comparados aos cães, somos todos parecidos. Não existe diferença notável entre o cérebro de Einstein e os cérebros dos não Einsteins.