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Pensando em ter um cão?
Primeiro de tudo, devemos considerar que a decisão de ter um cachorro deve ser levada muito a sério. Se você não mora sozinho, todos da casa devem estar de acordo com o novo membro canino e todos devem se comprometer com os cuidados e necessidades que os cães exigem.
Se você já tem um animal em casa, certifique-se de que levar outro não irá gerar problemas a ponto de você ter que se livrar de algum deles.
Um cão vive, em média, 12 anos e você deve levar em conta muitos fatores como vacinas, alimentação, água, atividade física, espaço em casa, castração, tempo para brincar, viagens, brinquedos, emergências, os cocôs…
A lista de responsabilidades é grande. Por isso mesmo dizem que ter animal de estimação é “quase” como ter filhos!
Para saber se você está apto a ser um dono exemplar ou se você ainda pode melhorar, faça o teste de Posse Responsável que a ARCA Brasil disponibiliza em seu site. Posse Responsável é um conjunto de normas que tornam o seu bichinho mais feliz e saudável, com isso ele vive muito mais e com muita qualidade de vida!
Ter um animal de estimação é ótimo, se você tiver condições de cuidar dele. Não gosto de ler comentários de pessoas dizendo que seu cachorrinho está doente mas que não têm dinheiro para levá-lo no veterinário. Se você não tem condições, não tenha animal de estimação. É muita maldade deixar o bichinho – que VOCÊ escolheu levar para sua casa – sofrendo por falta de recursos. Ele é um ser vivo como qualquer outro e merece respeito e cuidado.
Passear com o cachorro solto não é bonitinho
Motivos não me faltam para falar desse assunto e, desculpem a enorme franqueza mas, para mim, esse é um assunto muito sério. Vamos lá.
Eu sei que parece bonitinho sair para passear com o cachorro e deixar ele livre, leve e solto por aí. “Olha que lindo, ele anda do meu lado!”, já ouvi dessas. Muita gente deixa o cão solto por dó (?). O que essas pessoas não sabem é que ESTÃO ERRADAS e ESTÃO INCOMODANDO. (E não vem com aquela de que “os incomodados que se mudem”, papinho pré-histórico de quem não tem argumento).
Para começar, se você deixa seu cachorro solto, você está assumindo todo e qualquer tipo de risco pelo seu cachorro, por outros cães e pelas pessoas na rua. Eu explico:
Provavelmente você, que deixa o totó solto, não saiba, mas tem muuuita porcaria na rua, principalmente carnes e ossos. Ossos cozidos, fritos ou assados que são super perigosos para a saúde do seu cão. Também tem besteiras do tipo doces que não fazem nada bem e depois o bichinho fica todo aperriado com dor de barriga ou coisa pior. Basicamente, tem comida de gente que cachorro NÃO deve comer. Além do triste fato que existe muita gente mal amada que detesta animais e jogam alimentos na rua com veneno, sabia disso? E cachorro como tudo que vê pela frente.
Outra coisa, seu cão pode ser bonzinho e brincalhão, daqueles que quando veem outro cachorro vai correndo para cima querendo brincar. Mas, e se o outro cachorro não for amigável e não estiver afim de brincadeira? A confusão e o estresse já estão formados. Ou, talvez, seu cão não seja tão bonzinho quanto você pensa e quando ele vê outro cachorro vai para cima querendo briga. [Abre parênteses] Isso já aconteceu comigo quando estava passeando com duas cachorrinhas. Do outro lado da rua tinha um bocó com dois beagles soltos. Sempre que eu vejo um cachorro solto eu dou meia-volta ou mudo de caminho mesmo, só que dessa vez não deu tempo. Quando um dos beagles viu as cadelinhas, saiu correndo atravessando rua e tudo na louca (correndo o risco de ser atropelado), e mordeu uma delas. E o dono? Demorou para ir pegar o cachorro dele, ficou com cara de pastel mas ouviu um monte da minha parte. Vocês não imaginam o stress que isso causa. [Fecha parênteses]
Outro problema que já ouvi de uma colega: ela e os filhos dela têm pavor de cachorro. Não interessa se o seu cão é dócil e manso, tem gente que simplesmente tem medo e não quer um cachorro pulando em cima. Ela tem esse problema quando vai andar no parque com os filhos.
Quer mais? Fezes. Infelizmente no Brasil a maioria das pessoas não são tão educadas a ponto de recolher as fezes do seu cachorro. Imagina alguém que deixa o cachorro solto? Atesta que não está nem aí mesmo. (Eu disse a maioria das pessoas.)
Tem mais, pessoas que passeiam com cachorro sem ter condições físicas de mantê-lo sob controle. Já vi um senhor de idade passeando com 3 pastores alemães com guia mas sem focinheira (o que é proibido por lei). E este mesmo senhor já me disse que se acontecesse alguma coisa, ele não daria conta. Então por que diabos ele anda com os três ao mesmo tempo? [Abre parênteses] Uma certa vez eu estava passeando com um cachorrinho e uma moça com um boxer e um labrador. Nos cruzamos numa calçada e, no susto, e o boxer e o labrador partiram para cima do cachorro que estava comigo. A minha sorte foi que a mulher não soltou a guia, mas ela foi sendo arrastada pelos cachorros que não estavam com focinheira. Outro stress. [Fecha parênteses]
Eu, nesse tempo todo, percebi que andar com cachorro solto é coisa de gente preguiçosa e/ou egoísta. Decididamente não tem desculpa. E lembra quando eu falei ali em cima que você está errado passeando com seu cachorro solto? Pois bem, disse isso porque, pelo menos aqui em Brasília, existe uma Lei Distrital que proíbe cães soltos nas ruas. É a Lei n° 2.095, de 29 Setembro de 1998 que diz, entre outras coisas:
Art. 16. São proibidas:
I – a permanência de animais soltos nas vias e logradouros públicos ou em locais de livre acesso ao público;
§ 1° É permitida a permanência de cães nas vias e logradouros quando portadores de registro e conduzidos com coleira e guia, por pessoas com tamanho e força necessários a mantê-los sob controle.
§ 2° quando em trânsito por locais de livre acesso ao público, os cães de grande porte, de raças destinadas a guarda ou ataque deverão usar focinheira.
Infelizmente, um dos grandes problemas do Brasil é a falta de fiscalização. Mas vamos combinar, quem tem bom senso e educação não precisa ser fiscalizado para fazer a coisa certa. E eu sei que você, querido leitor, depois desse esclarecimento todo não vai mais incomodar os outros nem colocar a vida do seu cão em risco. Ah, aproveita e coloca uma medalhinha de identificação na coleira quando for passear com o seu totó. :]
Plantas venenosas
As papilas gustativas dos cães não lhes permitem distinguir muito bem os sabores e uma infeliz consequência desse fato é a propensão para envenenar-se ingerindo substâncias nocivas.
Diminua o risco de envenenamento acidental. Evite que o cão brinque de mastigar ou comer qualquer uma das seguintes plantas, flores ou cogumelos:
- Açafrão de outono (Colochicum autumnale)
- Amarílis (Amaryllis)
- Cereja-de-natal (Solanum pseudocapsicum)
- Cogumelos – qualquer cogumelo que não possa ser facilmente identificado
- Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia) Muito perigosa!
- Coração-de-maria (Decentra spectabilis)
- Erva-dedal (Digitalis purpurea)
- Esporinha (Delphinium)
- Estramônio ou figueira-brava (Datura stramonium) Muito perigosa!
- Hera-americana (Parthenocissus quinquefolia)
- Lírio-do-vale (Convallaria majalis)
- Qualquer espécie de flores de bulbos
- Ruibarbo (Rheum rhaponticum)
- Sanguinária do Canadá (Sanguinaria canadensis)
- Mamona (Ricinus communis) Muito perigosa!
- Urtiga (Urtica dioica)
- Visgo (Viscum album) Muito venenosa!
Não permita que seu cão mastigue as folhas ou ramos de qualquer um dos seguintes arbustos ou árvores:
- Alfeneiro
- Azálea
- Buxo
- Cinamomo
- Cicuta Muito perigosa!
- Castanha-da-índia
- Glicínia
- Hera (folhas e frutos) Muito perigosa!
- Laburno
- Loureiro-cereja Muito perigosa!
- Oleandro Muito perigosa!
- Rododendro
- Teixo Muito perigoso!
Bruce Fogle, Primeiros Socorros para Cães
Bafo do cão! Mau hálito é sinal de problema

Levante os lábios superiores do cão todos os dias e verifique se não há mau cheiro e se as gengivas estão saudáveis e cor-de-rosa
Os dentes dos cães estão sujeitos a problemas como formação de placa, doença periodontal e, ocasionalmente, cáries. Se o seu cão apresenta um constante mau hálito, não despreze o sintoma. Ele pode ser o início de uma situação passageira ou de instalação de uma doença.
O mau hálito pode ter várias causas:
- Troca de dentição
- Problemas no aparelho digestivo
- Problemas na boca
Cães de pequeno porte possuem os dentes mais “colados” uns nos outros e têm maiores probabilidades de terem mau hálito. O hálito ruim pode ser sinal de danos na raiz de alguns dentes e isso pode ser irreversível.
Mantenha os dentes e gengivas do seu cão saudáveis e previna infecções.
1. Ofereça pedaços de couro cru de boa qualidade para mastigar. (O couro cru é digerível e precisa ser substituído.)
2. Ofereça biscoitos encontrados no mercado, fabricados especificamente para exercitar os maxilares e massagear as gengivas.
3. Certifique-se de que pelo menos uma parte da alimentação do cão exija uma mastigação firme.
4. Ofereça brinquedos de náilon, projetados para satisfazer a necessidade de mastigação do cão. (Eles massageiam os dentes e as gengivas.)
5. Escove os dentes de seu cão semanalmente com uma escova de dentes pequena e macia. Nunca use pasta de dente para humanos, pois ela pode fazer mal ao estômago do cachorro. Use somente pastas de dentes próprias para cães. Sempre recompense seu cão com elogios ou petisco depois que escovar os dentes.
6. Se as gengivas do cão sangrarem durante a escovação, significa que já estão inflamadas. Marque uma consulta no veterinário.

Maçã ajuda no processo da higiene bucal
Veja as origens e os tratamentos das doenças provocadoras do fatídico “bafo”.
Tártaro: causado pelo acúmulo de restos de comida presos nos dentes. Ocorre com animais que comem, além da ração seca, petiscos: pedaços de carne e outras guloseimas saídas de nossos pratos. Tratamento: tártaro dentário é formado a partir da calcificação de placa bacteriana. Um veterinário ortodontista poderá fazer a sua retirada, dar polimento nos dentes e recomendar a utilização de soluções para a higienização periódica da boca e dentes, bem como estabelecer um programa preventivo de higiene bucal. Tártaro não sai com escovação! Leve seu animal a um veterinário que faça a limpeza com instrumentos adequados.
Gengivite: infecção da gengiva. Ela também é causada pelo mesmo motivo do tártaro. O sintoma é sangramento e/ou inchaço da gengiva. A gengiva fica avermelhada em algumas regiões e os dentes, moles. Tratamento: a escovação regular dos dentes é o meio de prevenção do tártaro e da gengivite.
Tumores: surgem na forma de caroços na região das gengivas. Tratamento: O médico veterinário, através de uma análise do material colhido, vai avaliar se o tumor é maligno ou benigno e fará a remoção por meio de cirurgia.

Usar uma escova de dentes pequena e pasta própria para cães previne gengivite, sensibilidade e outras doenças periodontais
Crescimento exagerado das gengivas: problema mais comum em raças como Boxers e Bull Terriers, caracterizado por um crescimento nas gengivas que pode até cobrir os dentes. Essa doença é conhecida como épolis e pode ter origem hereditária. Tratamento: em casos menos graves, o uso de antibióticos reduz as infecções causadas pelo aumento das gengivas. Nos casos graves, é necessária a remoção de parte da gengiva através de cirurgia.
Nunca ofereça ossos de aves aos cães, pois eles estilhaçam, são facilmente engolidos e podem alojar-se nos intestinos, além de poder causar uma dolorosa constipação.
Ofereça ossos bovinos duros com tutano somente sob supervisão. Esse tipo de osso só pode ser esmagado por maxilares muito fortes. Roer ossos bovinos com tutano é uma boa maneira de assegurar dentes e gengivas saudáveis, mas sempre há um risco de se faturar um dente durante o processo.
Bruce Fogle, Primeiros Socorros para Cães / Pedro Almeida, Saúde de Cães de A a Z / Dr. David Brunner e Sam Stall, Cachorro: Manual do Proprietário
Conheça as principais doenças que devem ser imunizadas
A vacina estimula o sistema imunológico do cão a criar defesas contra uma doença específica. As vacinas geralmente são feitas a partir de vírus ou bactérias de virulência abrandada, mas que ainda estimulam o sistema imunológico a criar proteção. Algumas vacinas são fabricadas geneticamente e contêm somente as partículas de um vírus necessárias a criar imunização. A vacinação tem sido extraordinariamente bem-sucedida em, por exemplo, praticamente eliminar a cinomose em regiões em que a maioria dos cães é vacinada.
Seu veterinário irá orientá-lo sobre as doenças existentes na área em que vive e o programa de prevenção mais adequado ao cão.
As doenças para as quais existem vacinas incluem:
Cinomose (pode ser fatal)
A cinomose é uma encefalite e possui três quadros distintos: fase respiratória, digestiva e nervosa. É provocada por vírus que causa infecção em diversos órgãos do animal. Ocorre com maior frequência em cães jovens. Sua contaminação ocorre por meio do contato com animais infectados, suas fezes ou mesmo o ar. Um animal adulto pode carregar o vírus sem que este lhe provoque a doença, por estar imunizado. No entanto, suas fezes continuam a contaminar outros cães jovens.
Esta doença apresenta três fases: a primeira com febres que acaba em 3 dias. A segunda possui risco menor que a terceira, embora os cuidados devam ser constantes. Na terceira fase, há alto risco para o animal, o qual, se não for tratado adequadamente ou não tiver imunidade suficiente, poderá ter o seu sistema nervoso atacado pelo vírus e sofrer danos irreversíveis. Em muitos casos, a eutanásia é a única solução. Esta terceira fase é marcada por convulsões, epilepsia, paralisia, tremores e outros sintomas.
O tratamento pode levar de duas semanas a alguns meses e deve ser intensivo.
Os sintomas da cinomose são:
- Tosse
- Olhos inflamados e com secreção
- Vômitos e diarréia
- Febre e desidratação
- Ataques epiléticos
- Latidos de dor
- Apnéia
Parvovirose (pode ser fatal)
Também chamada de Enterite Canina Parvoviral é uma infecção viral que afeta as mucosas do trato intestinal e glóbulos brancos. A parvovirose é uma doença canina que ocorre com mais frequência com cães que não passam pelo ciclo de vacinação anual. Após a ocorrência da infestação, o animal deve ser levado ao veterinário para tratamento urgente.
O ambiente em que um cão infectado esteve provavelmente vai estar infectado com o vírus. O vírus não faz mal ao homem, mas pode contaminar qualquer cão que circule no mesmo ambiente. Uma recomendação: ao ir ao veterinário, evite que seu cão fique fuçando pelos cantos. Nesses ambientes passam muitos animais doentes.
Os sintomas da parvovirose são:
Vômitos intensos e diarréia com possível presença de sangue- Letargia e apatia
- Desidratação
- Febre
- Depressão
- Perda do apetite
- Fezes esbranquiçadas ou acinzentadas
- Conjuntivite
Leptospirose
Doença infecciosa, bacteriana, que ataca principalmente o fígado e os rins. Essas bactérias se proliferam em ambientes úmidos – por isso, na época de chuva, quando os ratos saem mais dos bueiros, o risco de contágio é maior, por serem eles os principais hospedeiros e contaminarem águas e alimentos com sua urina infectada.
Se o cão for infectado, o uso de antibióticos faz-se necessário, com tratamento mais extensivo. É transmissível ao homem, por isso deve-se utilizar luvas ao lidar com o animal doente. Além da vacina, a limpeza é outro ponto importante: todo acúmulo de lixo, comida e água são potencializadores do aparecimento da leptospirose.
Os sintomas da leptospirose são:
- Letargia
- Perda de apetite
- Problemas renais (nefrite) e do fígado
- Hepatite
- Febre
- Dores nas articulações
- Hemorragias
- Evacuação de água escura
- Úlceras na língua ou boca
- Polidipsia e poliúria
Hepatite viral (pode ser fatal)
Inflamação do fígado, própria dos cães, com efeitos muito parecidos com a cinomose. O contágio é feito pelo contato com o animal doente ou com suas fezes.
A hepatite canina é causada por virose que se instala no fígado, reduzindo sua capacidade de filtrar o sangue e o poder deste de coagulação. Provoca também o aumento do fígado e do baço e grande sensibilidade externa (dor ao toque) nestes órgãos. Depois de contraída a doença, assim como acontece com humanos, os cães passam a ser disseminadores do vírus por muitos meses. Neste caso, deve-se evitar o contato com outros animais. A hepatite também pode ser consequência de outras doenças como: problemas cardíacos, renais, diabetes, síndrome de cushing ou neoplasias.
O tratamento é feito com soros. Alimentos ricos em vitamina B (complexo B) auxiliam no restabelecimento do fígado, enquanto a vitamina K atua na coagulação do sangue.
Os sintomas da hepatite consistem de:
- Vômitos e diarréia
- Desidratação
- Emagrecimento
- Icterícia
Tosse dos canis
A traqueobronquite infecciosa canina, também conhecida como tosse dos canis, é caracterizada por uma infecção respiratória aguda e altamente contagiosa, acompanhada de quadro de tosse intensa.
A doença pode ser causada por vírus ou bactérias, e é altamente contagiosa entre os cães através do contato direto entre os animais. Os agentes mais comuns que podem causar a traqueobronquite são: vírus – parainfluenza e adenovirus tipo 2 (não transmissíveis ao homem). Bactérias – Bordetella bronchiseptica (transmissível ao homem, mas na maioria dos casos em pessoas com o sistema imunológico baixo).
Os sintomas da parainfluenza são:
- Tosse
- Ânsia de vômito
- Perda do apetite
- Secreção no nariz e olhos
Hidrofobia (Raiva canina) (fatal)
Doença infecciosa que ataca o sistema nervoso do cão. Apesar de ser comum, ela não infecta animais vacinados. A contaminação dá-se por meio de mordidas de cão ou morcegos contaminados e do contato com animais silvestres hospedeiros do vírus.
Depois da contaminação, não há como salvar a vida do animal. A raiva demora alguns dias ou até meses para se instalar, mas ataca diretamente o sistema nervoso, destruindo-o até provocar a paralisia total do cão. A raiva leva o cão à morte em poucos dias.
Os sintomas da raiva são:
- Agressividade
- Salivação excessiva
- Mudança de comportamento
- Apetite aumentado
- Olhos arregalados
- Paralisia dos órgãos
- Convulsões
- Tentativas de morder qualquer pessoa
Bruce Fogle, Primeiros Socorros para Cães / Pedro Almeida, Saúde de Cães de A a Z
Como reduzir o risco de emergências
Reduza o risco de emergências tomando precauções simples:
- Treinamento de obediência, controle e exercícios para o seu cão
Um cão bem treinado está menos propenso a acidentes. É menos provável que um cão que se exercita se envolva em travessuras sérias e perigosas.
Evite que ele revire latas de lixo
Proteja o lixo dentro e fora de sua casa com tampas bem ajustadas.
- Programe visitas ao veterinário e vacinações anuais
A prevenção ou o diagnóstico precoce de problemas de saúde é quase sempre física e financeiramente mais barato que tratamentos de emergência.
- Controle parasitas internos e externos
Parasitas espalham doenças. Vermifugue seu cão periodicamente e controle parasitas sazonais com os inibidores e inseticidas apropriados.
- Castre seu cão
Discuta o assunto com o veterinário. A probabilidade de que cães castrados perambulem pelas redondezas é menor, além de correrem menor risco de apresentar graves problemas de saúde.
- Cuide rotineiramente da limpeza de pele e do pelo, dos dentes e gengivas, unhas e glândulas anais
É menos provável ocorrerem emergências se você cuidar da “manutenção” do seu cão regularmente.
- Evite situações domésticas perigosas
Mantenha todos os produtos químicos, de limpeza, medicamentos e plantas perigosas de sua casa fora de alcance do cão e em locais de onde eles não possam cair. Se seu cão gosta de mastigar, esconda todos os fios elétricos.
- Evite perigos quando seu cão estiver fora de casa
Nunca deixe seu cão no carro em um dia quente (NUNCA DEIXE SEU CÃO PRESO NO CARRO EM QUALQUER DIA). Não permita que ele coloque a cabeça para fora de um carro em movimento. Nunca deixe que ele viaje na traseira de uma caminhonete.
Bruce Fogle, Primeiros Socorros para Cães
A Leishmaniose mata! Saiba como prevenir
A Leishmaniose Visceral é uma doença grave e de fácil transmissão, tanto para os cães quanto para os humanos. É causada pelo protozoário Leishmania, transmitido pela picada de pernilongos infectados. Os pernilongos responsáveis pela transmissão são cientificamente denominados de flebótomos e popularmente conhecidos como mosquito palha ou cangalha. O cão é considerado o principal reservatório da doença no meio urbano, mas não o único, já que animais silvestres e mesmo o homem, podem atuar como reservatórios.
A transmissão se dá através da picada do mosquito palha. Quando o mosquito está contaminado com o protozoário da leishmaniose, ele transmite a doença no ato da picada. A pessoa ou animal contaminado irá transmitir a doença para outros mosquitos “saudáveis”, sempre que forem picados, continuando o ciclo de transmissão.
Os sintomas no cão são bastante variáveis, sendo comum o aparecimento de lesões de pele acompanhadas de descamações ao redor dos olhos, na ponta das orelhas e na ponta do focinho, perda de peso, lesões nos olhos, atrofia muscular e, em alguns casos, o crescimento exagerado das unhas Em um estágio mais avançado, há o comprometimento do fígado, baço e rins, podendo levar o animal à morte. Devido à variedade e à falta de sintomas específicos, o Médico Veterinário é o único profissional habilitado a fazer um diagnóstico preciso da doença. É importante ressaltar que há um grande número de animais infectados que não apresentam sintomas clínicos (assintomáticos). Esses animais podem ficar até sete anos sem apresentar sintomas, mas infelizmente, mesmo sem sinais, estão infectando os pernilongos “saudáveis” quando são picados.
Pela doença não ter cura e somente controle que exige idas constantes ao veterinário e exames de rotina durante toda a vida do animal, o governo brasileiro adotou uma postura de proibir os veterinários do nosso país de tratar cães com leishmaniose (essa doença é tratada com sucesso em todo o mundo e inclusive em países como Espanha e Portugal). A conduta exigida pelo ministério da saúde é a eutanásia de todos os animais positivos! Por isso, especialmente no caso da leishmaniose, a prevenção é o método mais eficaz.
Já existe no mercado há alguns anos uma vacina contra a Leishmaniose Visceral Canina. A vacina confere proteção superior a 92% e já protegeu mais de 70.000 cães vacinados em todo o Brasil. Além da vacina, existem repelentes próprios para manter os cães afastados dos pernilongos. Outro método preventivo é sempre manter quintais e jardins muito limpos, pois o mosquito palha é atraído para lugares de muita vegetação. Na hora de atuação do mosquito que vai desde o entardecer até o amanhecer, pessoas e animais podem se proteger ficando sempre dentro de locais telados e com repelentes para o ambiente. A educação da população quanto à posse responsável e controle de natalidade canina e o emprego de medidas de saneamento básico também são excelentes métodos de proteção.
A prevenção é o caminho mais simples para evitar doenças. Consulte o seu veterinário e descubra mais sobre essa doença que está invadindo a nossa região.