Plantas venenosas
As papilas gustativas dos cães não lhes permitem distinguir muito bem os sabores e uma infeliz consequência desse fato é a propensão para envenenar-se ingerindo substâncias nocivas.
Diminua o risco de envenenamento acidental. Evite que o cão brinque de mastigar ou comer qualquer uma das seguintes plantas, flores ou cogumelos:
- Açafrão de outono (Colochicum autumnale)
- Amarílis (Amaryllis)
- Cereja-de-natal (Solanum pseudocapsicum)
- Cogumelos – qualquer cogumelo que não possa ser facilmente identificado
- Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia) Muito perigosa!
- Coração-de-maria (Decentra spectabilis)
- Erva-dedal (Digitalis purpurea)
- Esporinha (Delphinium)
- Estramônio ou figueira-brava (Datura stramonium) Muito perigosa!
- Hera-americana (Parthenocissus quinquefolia)
- Lírio-do-vale (Convallaria majalis)
- Qualquer espécie de flores de bulbos
- Ruibarbo (Rheum rhaponticum)
- Sanguinária do Canadá (Sanguinaria canadensis)
- Mamona (Ricinus communis) Muito perigosa!
- Urtiga (Urtica dioica)
- Visgo (Viscum album) Muito venenosa!
Não permita que seu cão mastigue as folhas ou ramos de qualquer um dos seguintes arbustos ou árvores:
- Alfeneiro
- Azálea
- Buxo
- Cinamomo
- Cicuta Muito perigosa!
- Castanha-da-índia
- Glicínia
- Hera (folhas e frutos) Muito perigosa!
- Laburno
- Loureiro-cereja Muito perigosa!
- Oleandro Muito perigosa!
- Rododendro
- Teixo Muito perigoso!
Bruce Fogle, Primeiros Socorros para Cães
CQC contra o cocô!
Muito bom!
Muitos municípios têm leis que punem a prática de não recolher os dejetos dos cachorros.
Aqui no DF há o Decreto nº 19.988/98 (que regulariza a Lei nº 2.095/98). Está bonitinho lá no artigo 4º do Capítulo II:
“Os proprietários são responsáveis pela remoção dos dejetos deixados pelos animais nas vias e logradouros públicos.”
Mesmo que não existisse lei, é questão de educação e bom senso recolher o cocô do seu cachorro!
Bafo do cão! Mau hálito é sinal de problema

Levante os lábios superiores do cão todos os dias e verifique se não há mau cheiro e se as gengivas estão saudáveis e cor-de-rosa
Os dentes dos cães estão sujeitos a problemas como formação de placa, doença periodontal e, ocasionalmente, cáries. Se o seu cão apresenta um constante mau hálito, não despreze o sintoma. Ele pode ser o início de uma situação passageira ou de instalação de uma doença.
O mau hálito pode ter várias causas:
- Troca de dentição
- Problemas no aparelho digestivo
- Problemas na boca
Cães de pequeno porte possuem os dentes mais “colados” uns nos outros e têm maiores probabilidades de terem mau hálito. O hálito ruim pode ser sinal de danos na raiz de alguns dentes e isso pode ser irreversível.
Mantenha os dentes e gengivas do seu cão saudáveis e previna infecções.
1. Ofereça pedaços de couro cru de boa qualidade para mastigar. (O couro cru é digerível e precisa ser substituído.)
2. Ofereça biscoitos encontrados no mercado, fabricados especificamente para exercitar os maxilares e massagear as gengivas.
3. Certifique-se de que pelo menos uma parte da alimentação do cão exija uma mastigação firme.
4. Ofereça brinquedos de náilon, projetados para satisfazer a necessidade de mastigação do cão. (Eles massageiam os dentes e as gengivas.)
5. Escove os dentes de seu cão semanalmente com uma escova de dentes pequena e macia. Nunca use pasta de dente para humanos, pois ela pode fazer mal ao estômago do cachorro. Use somente pastas de dentes próprias para cães. Sempre recompense seu cão com elogios ou petisco depois que escovar os dentes.
6. Se as gengivas do cão sangrarem durante a escovação, significa que já estão inflamadas. Marque uma consulta no veterinário.

Maçã ajuda no processo da higiene bucal
Veja as origens e os tratamentos das doenças provocadoras do fatídico “bafo”.
Tártaro: causado pelo acúmulo de restos de comida presos nos dentes. Ocorre com animais que comem, além da ração seca, petiscos: pedaços de carne e outras guloseimas saídas de nossos pratos. Tratamento: tártaro dentário é formado a partir da calcificação de placa bacteriana. Um veterinário ortodontista poderá fazer a sua retirada, dar polimento nos dentes e recomendar a utilização de soluções para a higienização periódica da boca e dentes, bem como estabelecer um programa preventivo de higiene bucal. Tártaro não sai com escovação! Leve seu animal a um veterinário que faça a limpeza com instrumentos adequados.
Gengivite: infecção da gengiva. Ela também é causada pelo mesmo motivo do tártaro. O sintoma é sangramento e/ou inchaço da gengiva. A gengiva fica avermelhada em algumas regiões e os dentes, moles. Tratamento: a escovação regular dos dentes é o meio de prevenção do tártaro e da gengivite.
Tumores: surgem na forma de caroços na região das gengivas. Tratamento: O médico veterinário, através de uma análise do material colhido, vai avaliar se o tumor é maligno ou benigno e fará a remoção por meio de cirurgia.

Usar uma escova de dentes pequena e pasta própria para cães previne gengivite, sensibilidade e outras doenças periodontais
Crescimento exagerado das gengivas: problema mais comum em raças como Boxers e Bull Terriers, caracterizado por um crescimento nas gengivas que pode até cobrir os dentes. Essa doença é conhecida como épolis e pode ter origem hereditária. Tratamento: em casos menos graves, o uso de antibióticos reduz as infecções causadas pelo aumento das gengivas. Nos casos graves, é necessária a remoção de parte da gengiva através de cirurgia.
Nunca ofereça ossos de aves aos cães, pois eles estilhaçam, são facilmente engolidos e podem alojar-se nos intestinos, além de poder causar uma dolorosa constipação.
Ofereça ossos bovinos duros com tutano somente sob supervisão. Esse tipo de osso só pode ser esmagado por maxilares muito fortes. Roer ossos bovinos com tutano é uma boa maneira de assegurar dentes e gengivas saudáveis, mas sempre há um risco de se faturar um dente durante o processo.
Bruce Fogle, Primeiros Socorros para Cães / Pedro Almeida, Saúde de Cães de A a Z / Dr. David Brunner e Sam Stall, Cachorro: Manual do Proprietário
Cães desobedientes morrem mais cedo
Raças de cães desobedientes tendem a morrer mais cedo do que os cães dóceis, de acordo com um estudo que comparou a longevidade de diferentes raças.
Vincent Careau da Universidade de Sherbrooke, em Quebec, no Canadá, comparou os dados de estudos anteriores de personalidade em um número de raças de cães, e os dados de mortalidade nas mesmas variedades. Alguns dos dados são de empresas de seguros que vendem apólices para animais de estimação. A equipe de Careau observou que raças mais obedientes como o Pastor Alemão, Poodle e Bichon Frisé tendem a ter uma vida mais longa enquanto que raças como o Beagle e Spitz Alemão estão propensos a morrer mais cedo.
A pesquisa observou ainda que o tamanho da raça também influencia na mortalidade: cães de grande porte tendem a morrer mais jovens do que os pequenos. Também foi constatado que a agressividade dos cachorros está ligada à taxa metabólica desses animais: os mais dóceis como o Collie queimam calorias mais lentamente que o Dogue Alemão. ( The American Naturalist DOI: 10.1086/652435 )
Os cães foram domesticados a partir de lobos há mais de 10 mil anos atrás, mas Careau não acredita que a seleção natural dos cães tenha a ver com o tempo de vida ou rapidez do metabolismo. É mais provável que a maior parte das mais de 400 raças conhecidas hoje tenha sido selecionada por serem ou animais mais fáceis de treinar ou mais agressivos. Acabamos com as raças de vida longa, diz Careau.
Via New Scientist
Conheça as principais doenças que devem ser imunizadas
A vacina estimula o sistema imunológico do cão a criar defesas contra uma doença específica. As vacinas geralmente são feitas a partir de vírus ou bactérias de virulência abrandada, mas que ainda estimulam o sistema imunológico a criar proteção. Algumas vacinas são fabricadas geneticamente e contêm somente as partículas de um vírus necessárias a criar imunização. A vacinação tem sido extraordinariamente bem-sucedida em, por exemplo, praticamente eliminar a cinomose em regiões em que a maioria dos cães é vacinada.
Seu veterinário irá orientá-lo sobre as doenças existentes na área em que vive e o programa de prevenção mais adequado ao cão.
As doenças para as quais existem vacinas incluem:
Cinomose (pode ser fatal)
A cinomose é uma encefalite e possui três quadros distintos: fase respiratória, digestiva e nervosa. É provocada por vírus que causa infecção em diversos órgãos do animal. Ocorre com maior frequência em cães jovens. Sua contaminação ocorre por meio do contato com animais infectados, suas fezes ou mesmo o ar. Um animal adulto pode carregar o vírus sem que este lhe provoque a doença, por estar imunizado. No entanto, suas fezes continuam a contaminar outros cães jovens.
Esta doença apresenta três fases: a primeira com febres que acaba em 3 dias. A segunda possui risco menor que a terceira, embora os cuidados devam ser constantes. Na terceira fase, há alto risco para o animal, o qual, se não for tratado adequadamente ou não tiver imunidade suficiente, poderá ter o seu sistema nervoso atacado pelo vírus e sofrer danos irreversíveis. Em muitos casos, a eutanásia é a única solução. Esta terceira fase é marcada por convulsões, epilepsia, paralisia, tremores e outros sintomas.
O tratamento pode levar de duas semanas a alguns meses e deve ser intensivo.
Os sintomas da cinomose são:
- Tosse
- Olhos inflamados e com secreção
- Vômitos e diarréia
- Febre e desidratação
- Ataques epiléticos
- Latidos de dor
- Apnéia
Parvovirose (pode ser fatal)
Também chamada de Enterite Canina Parvoviral é uma infecção viral que afeta as mucosas do trato intestinal e glóbulos brancos. A parvovirose é uma doença canina que ocorre com mais frequência com cães que não passam pelo ciclo de vacinação anual. Após a ocorrência da infestação, o animal deve ser levado ao veterinário para tratamento urgente.
O ambiente em que um cão infectado esteve provavelmente vai estar infectado com o vírus. O vírus não faz mal ao homem, mas pode contaminar qualquer cão que circule no mesmo ambiente. Uma recomendação: ao ir ao veterinário, evite que seu cão fique fuçando pelos cantos. Nesses ambientes passam muitos animais doentes.
Os sintomas da parvovirose são:
Vômitos intensos e diarréia com possível presença de sangue- Letargia e apatia
- Desidratação
- Febre
- Depressão
- Perda do apetite
- Fezes esbranquiçadas ou acinzentadas
- Conjuntivite
Leptospirose
Doença infecciosa, bacteriana, que ataca principalmente o fígado e os rins. Essas bactérias se proliferam em ambientes úmidos – por isso, na época de chuva, quando os ratos saem mais dos bueiros, o risco de contágio é maior, por serem eles os principais hospedeiros e contaminarem águas e alimentos com sua urina infectada.
Se o cão for infectado, o uso de antibióticos faz-se necessário, com tratamento mais extensivo. É transmissível ao homem, por isso deve-se utilizar luvas ao lidar com o animal doente. Além da vacina, a limpeza é outro ponto importante: todo acúmulo de lixo, comida e água são potencializadores do aparecimento da leptospirose.
Os sintomas da leptospirose são:
- Letargia
- Perda de apetite
- Problemas renais (nefrite) e do fígado
- Hepatite
- Febre
- Dores nas articulações
- Hemorragias
- Evacuação de água escura
- Úlceras na língua ou boca
- Polidipsia e poliúria
Hepatite viral (pode ser fatal)
Inflamação do fígado, própria dos cães, com efeitos muito parecidos com a cinomose. O contágio é feito pelo contato com o animal doente ou com suas fezes.
A hepatite canina é causada por virose que se instala no fígado, reduzindo sua capacidade de filtrar o sangue e o poder deste de coagulação. Provoca também o aumento do fígado e do baço e grande sensibilidade externa (dor ao toque) nestes órgãos. Depois de contraída a doença, assim como acontece com humanos, os cães passam a ser disseminadores do vírus por muitos meses. Neste caso, deve-se evitar o contato com outros animais. A hepatite também pode ser consequência de outras doenças como: problemas cardíacos, renais, diabetes, síndrome de cushing ou neoplasias.
O tratamento é feito com soros. Alimentos ricos em vitamina B (complexo B) auxiliam no restabelecimento do fígado, enquanto a vitamina K atua na coagulação do sangue.
Os sintomas da hepatite consistem de:
- Vômitos e diarréia
- Desidratação
- Emagrecimento
- Icterícia
Tosse dos canis
A traqueobronquite infecciosa canina, também conhecida como tosse dos canis, é caracterizada por uma infecção respiratória aguda e altamente contagiosa, acompanhada de quadro de tosse intensa.
A doença pode ser causada por vírus ou bactérias, e é altamente contagiosa entre os cães através do contato direto entre os animais. Os agentes mais comuns que podem causar a traqueobronquite são: vírus – parainfluenza e adenovirus tipo 2 (não transmissíveis ao homem). Bactérias – Bordetella bronchiseptica (transmissível ao homem, mas na maioria dos casos em pessoas com o sistema imunológico baixo).
Os sintomas da parainfluenza são:
- Tosse
- Ânsia de vômito
- Perda do apetite
- Secreção no nariz e olhos
Hidrofobia (Raiva canina) (fatal)
Doença infecciosa que ataca o sistema nervoso do cão. Apesar de ser comum, ela não infecta animais vacinados. A contaminação dá-se por meio de mordidas de cão ou morcegos contaminados e do contato com animais silvestres hospedeiros do vírus.
Depois da contaminação, não há como salvar a vida do animal. A raiva demora alguns dias ou até meses para se instalar, mas ataca diretamente o sistema nervoso, destruindo-o até provocar a paralisia total do cão. A raiva leva o cão à morte em poucos dias.
Os sintomas da raiva são:
- Agressividade
- Salivação excessiva
- Mudança de comportamento
- Apetite aumentado
- Olhos arregalados
- Paralisia dos órgãos
- Convulsões
- Tentativas de morder qualquer pessoa
